(sol)
Queimo sozinha.
Da solidão eu retiro o Sol
e vejo-o explodir em raios,
ofuscando toda e qualquer outra fonte de luz.
Ilumina-me um sorriso,
quase me cega, tamanho brilho.
Sonharia em alcançá-lo,
talvez.
Mas tão longe de mim ele está...
Mas tão longe de mim ele está...
ou quem está longe sou eu?
Sol,
Soldado solene,
Farol.
Sol,
Soldado solene,
Farol.
Soletro como criança
e aprendo a ler a tristeza
do meu crepúsculo.
Então, percebo que estamos sós.
Em meu quarto, casa, país, mundo.
Galáxia.
Absolutamente sós,
os únicos corpos restantes,
e distantes.
O vulto e a estrela.
Meu corpo frágil,
humano.
Teu corpo radiante,
celeste.
Únicos
e incapazes do encontro.
Sol, solveis a solidão?
Eu brinco.
Sempre o faço quando pressinto desabar.
O riso triste ficou,
a luz amarela apagou,
o Sol se solda novamente à solitude.
Espero o amanhã
para novamente podermos
partilhar a solidão.
Sermos solitários juntos.
Sol, solveis a solidão?
Eu brinco.
Sempre o faço quando pressinto desabar.
O riso triste ficou,
a luz amarela apagou,
o Sol se solda novamente à solitude.
Espero o amanhã
para novamente podermos
partilhar a solidão.
Sermos solitários juntos.
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~ Bem, hm, deu vontade de postar essa "poesia", sei lá por qual motivo. Eu gostava mais dela quando escrevi...mas tudo bem.
O fato é que eu comecei a escrevê-la pelo motivo mais atoa do mundo:
Eu estava sentada na sala, esperando pra ir atrasada para a escola, quando comecei a pensar na palavra Solitaire (pois é o nome de exibição de uma amiga), que é Solidão em francês, e por algum motivo meu cérebro quebrou a palavra em (sol)idão. Achei isso legal e fui empolgada escrever na minha agenda. E daí fui imaginando várias formas de criar significados para isso, e não sei se fui bem sucedida em colocá-las no papel.
Maaaas foi bem divertido de escrever. Tenho a impressão de que ela parece meio infantil.... brincando com palavras e tal. Bom, eu tenho todo o direito de ser infantil e escrever quantas coisas infantis eu quiser então, que se exploda. :D
Ah, uma nota. Eu não chamava algumas coisas que escrevia de "poesia" até pouco tempo, pois pra mim elas eram apenas "coisas". Mas o fato é que eu às vezes eu escrevo de um jeito que lembra o formato de poesias, pois só assim parece que o que eu quero escrever fica com a sonoridade adequada, com as pausas e espaços devidos. Enfim. É esse trem aí.
Credo, como sou tagarela.
Bem, vou viver um pouco, adieu.
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