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quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

(sol)

(sol)

Queimo sozinha.


Da solidão eu retiro o Sol
e vejo-o explodir em raios,
ofuscando toda e qualquer outra fonte de luz.

Ilumina-me um sorriso,
quase me cega, tamanho brilho.

Sonharia em alcançá-lo, 
talvez.
Mas tão longe de mim ele está...

ou quem está longe sou eu?

Sol,
Soldado solene,
Farol.

Soletro como criança
e aprendo a ler a tristeza
do meu crepúsculo.

Então, percebo que estamos sós.
Em meu quarto, casa, país, mundo.
Galáxia.

Absolutamente sós,
os únicos corpos restantes,

e distantes.

O vulto e a estrela.

Meu corpo frágil,
humano.
Teu corpo radiante,
celeste.

Únicos 
e incapazes do encontro.

Sol, solveis a solidão?

Eu brinco.
Sempre o faço quando pressinto desabar.

O riso triste ficou,
a luz amarela apagou,
o Sol se solda novamente à solitude.

Espero o amanhã
para novamente podermos
partilhar a solidão.

Sermos solitários juntos.


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~  Bem, hm, deu vontade de postar essa "poesia", sei lá por qual motivo. Eu gostava mais dela quando escrevi...mas tudo bem. 
O fato é que eu comecei a escrevê-la pelo motivo mais atoa do mundo:
Eu estava sentada na sala, esperando pra ir atrasada para a escola, quando comecei a pensar na palavra Solitaire (pois é o nome de exibição de uma amiga), que é Solidão em francês, e por algum motivo meu cérebro quebrou a palavra em (sol)idão. Achei isso legal e fui empolgada escrever na minha agenda.  E daí fui imaginando várias formas de criar significados para isso, e não sei se fui bem sucedida em colocá-las no papel. 

Maaaas foi bem divertido de escrever. Tenho a impressão de que ela parece meio infantil.... brincando com palavras e tal. Bom, eu tenho todo o direito de ser infantil e escrever quantas coisas infantis eu quiser então, que se exploda. :D 

Ah, uma nota. Eu não chamava algumas coisas que escrevia de "poesia" até pouco tempo, pois pra mim elas eram apenas "coisas". Mas o fato é que eu às vezes eu escrevo de um jeito que lembra o formato de poesias, pois só assim parece que o que eu quero escrever fica com a sonoridade adequada, com as pausas e espaços devidos. Enfim. É esse trem aí. 

Credo, como sou tagarela. 
Bem, vou viver um pouco, adieu.

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